Obesidade infantil
Epidemia do mundo capitalista
Conforme dados fornecidos pelo artigo ‘Diagnóstico de sobrepeso e obesidade em escolares: utilização do índice de massa corporal segundo padrão internacional’, do Dr. Rodolfo Giugliano (médico pediatra e professor titular da Universidade católica de Brasília UCB) e de Ana L. p. Melo (Mestre em Educação Física), publicado no Jornal de Pediatria, Vol. 80, nº 02, 2004, a obesidade vem aumentando de forma alarmante, sendo considerada uma verdadeira epidemia mundial, atingindo todas as faixas etárias, especialmente as crianças. Nos EUA, comparando-se os inquéritos nacionais de 1965 e 1980, constata-se que a obesidade nas crianças de 6 a 11 anos aumentou em 67% entre os meninos e em 41% entre as meninas. Atualmente, 25% das crianças americanas obesas e a maioria pertence às classes sociais com menor poder aquisitivo. No Brasil, as crianças mais atingidas pela obesidade pertencem às classes sociais mais privilegiadas, apesar da tendência de uma mudança nesse perfil.
De acordo com o Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (INAN), a obesidade infantil atinge cerca de 16% das crianças brasileiras. Em vista deste quadro alarmante de crescimento, começou-se a fazer uma campanha muito grande em torno de pesquisas que buscam as causas da obesidade e sua relação com a dieta, com o hábito de vida e com a genética. Segundo pesquisas já realizadas, 90% dos ‘gordinhos’ eram obesos por causa de uma dieta alimentar inadequada, muito condimentada, com muita gordura, açúcar e amido, encontrados principalmente nos fast-foods, tão comuns hoje em dia, que são as comidas de lanches rápidos, encontradas principalmente nos shoppings e em lanchonetes. “As pessoas também possuem um hábito de vida deturpado desde o berço. A criança aprende a se alimentar sem saber o que está comendo. A mãe amamenta cada vez menos e oferece leite artificial para as crianças tomar numa mamadeira , que é fria, não transmite calor, energia, carinho, amor, paciência, desvelo e a crianças geralmente está dormindo nessa hora, então não vê o que está comendo”, explica Dr. Luiz Feichas, presidentes da Sociedade Sergipana de Pediatria.
Fonte: Revista medicina e Cia – ano I, nº II, agosto/setembro de 2004. |